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PETIÇÃO PÚBLICA – POR UMA VALORIZAÇÃO DA GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO PARA O ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO

A Geografia nem sempre é valorizada no currículo nacional dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, embora a sua missão seja fundamental na formação de cidadãos ativos e com sentido crítico, bem como no reconhecimento da importância do planeamento e ordenamento do território.

Existem, atualmente, situações de grande desigualdade na forma como os alunos aprendem, nos conhecimentos que adquirem e nas competências que desenvolvem, pois embora tenham cargas letivas diferentes, são alvo dos mesmos instrumentos de avaliação externa (exames e provas de aferição), contradizendo o que vem estipulado na constituição Portuguesa quanto à equidade de todos os jovens face à educação. Há escolas onde os alunos estão com o professor de Geografia escassos e claramente insuficientes 45 minutos por semana. A matriz curricular presente no decreto-lei 55/2018 deve, no nosso entender, ser regulamentada no sentido de exigir, a todas as escolas do país, tempos mínimos para cada área do saber, que sejam condignos com as Aprendizagens Essenciais homologadas pelo Ministério da Educação.

Acresce que, na larga maioria das escolas portuguesas, os alunos não têm Geografia de Portugal, na disciplina de História e Geografia de Portugal ao longo 2º ciclo, com professores com formação específica em Geografia, nem tão pouco a pratica letiva é planificada por professores das duas áreas científicas. A visão de conjunto do território nacional é retomada na disciplina Geografia A, mas como opção em dois cursos do ensino secundário, o que se revela manifestamente insuficiente para uma cultura de território alicerçada no conhecimento e em práticas de cidadania para o preservar.

Assim, conscientes da necessidade da valorização da Geografia na educação para o planeamento e ordenamento do território, a Direção da Associação de Professores de Geografia decidiu elaborar uma petição nacional, que segue em anexo, dirigida à Assembleia da República e ao Ministro da Educação, alertando para a importância da disciplina no currículo.

POR UMA VALORIZAÇÃO DA GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO PARA O ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO.

Este convite foi endereçado, ainda, a todas as unidades orgânicas, com responsabilidade na formação de geógrafos e no ensino da Geografia.

 

 

 

 

 

IX Seminário Nacional de Professores de Geografia. Sertã, novembro de 2018 – Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior

O Seminário contou com mais de 120 pessoas, entre participantes, convidados e membros da comunidade educativa  local e, para mais de 90% dos colegas, a satisfação foi avaliada em 5 (numa escala de 1 a 5).

O Turismo de Portugal apoiou o Seminário ao abrigo do Programa de Apoio a Congressos e Eventos nos concelhos afetados pelos incêndios.

 

 

 

 

PROVA DE AFERIÇÃO DE GEOGRAFIA – 8º ANO

Informação-Prova Aferição 8.º ano de escolaridade (87)

A Associação de Professores de Geografia saúda a divulgação da Informação-Prova, em particular relativa à prova de aferição de História e Geografia – 8.º ano de escolaridade (87), bem como a intenção de estar presente a visão integradora dos diferentes domínios/temas, de modo a privilegiar uma perspetiva articulada dos saberes disciplinares.

No entanto, lamentamos que a Informação-Prova de Aferição de História e Geografia do 8.º ano não seja totalmente clara quanto aos conceitos que vão ser objeto de avaliação, pois não explicita as Aprendizagens Essenciais enquanto denominador curricular comum, tal como é enunciado na Informação-Prova Geral (2018/2019).

Com efeito, a Associação de Professores de Geografia considera que este documento deveria integrar os conceitos presentes nas Aprendizagens Essenciais, enquanto denominador curricular comum, entre os vários documentos curriculares em vigor (Aprendizagens Essenciais, Metas Curriculares e Orientações Curriculares). Reforça-se que este propósito sempre foi defendido publicamente por:

– existirem alunos no 8.° ano de escolaridade que estiveram envolvidos no Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular (PAFC) e que no 7.° ano trabalharam apenas as Aprendizagens Essenciais em articulação com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (indo ao encontro do que é pedido na Carta de Solicitação n.º 1/2018);

– se tratar de um documento curricular atualizado e aceite consensualmente pelos professores de Geografia.

Na Informação-Prova das Provas de Aferição 2018 existe uma hiperligação, para a página da DGE onde, no caso da disciplina de Geografia, constam três documentos curriculares, com paradigmas de ensino antagónicas e que exigem métodos de ensino e aprendizagem, em contexto de sala de aula, muito diferentes – situação que gera confusão nos professores, alunos e encarregados de educação, face aos conceitos a avaliar.

Neste sentido, era importante que o IAVE, I.P. esclarecesse de forma clara e explícita a comunidade educativa que, apesar de a maioria das escolas terem produzido planificações com base nas Metas Curriculares enquanto documento de referência, nestas provas de aferição, os conceitos das Aprendizagens Essenciais constituirão o denominador comum entre os vários documentos de referência em vigor.

Considera-se, ainda, que atendendo à especificidade da disciplina, a régua deve integrar o material a ser requerido ao aluno.

Por último, acreditamos que o IAVE, I.P. e as suas equipas terão em consideração que, face à data em que irá ser realizada a prova, os conceitos relativos ao tema das Atividades Económicas estejam de acordo com o trabalho nas escolas e sua respetiva planificação. Neste sentido, recomendamos que os conceitos a ser objeto de avaliação não vão para além da exploração do sector primário do tema relativo às Atividades Económicas.
A Direção

 

OLIMPÍADAS DA GEOGRAFIA

As Olimpíadas da Geografia são uma iniciativa da Associação Portuguesa de Geógrafos (APG) e da Associação Portuguesa de Professores de Geografia (APROFGEO) com o patrocínio do Ministério da Educação.
Pretendem contribui para o reconhecimento social da Geografia e promover o seu estudo.
Esta iniciativa visa distinguir os melhores alunos de Geografia no ensino secundário e servirá também para apurar os três representantes nacionais nas Olimpíadas Ibéricas de Geografia.
O encontro tem por objetivos Objetivos:
1) Aumentar o interesse dos alunos portugueses pelo estudo e pesquisa em Geografia;
2) Promover o reconhecimento social da Geografia em Portugal;
3) Promover o “trabalho de campo” no ensino da Geografia;
4) Desenvolver o espírito de rigor e excelência nos alunos;
5) Encontrar os representantes portugueses para a Olimpíada Internacional de Geografia.
A inscrição é realizada até ao dia 30 de novembro de 2018.


Consulte o regulamento e inscreva os seus alunos em https://apgolimpiadas.wixsite.com/geografia/apresentacao

Caro(a) Professor(a) de Geografia

A Associação de Professores de Geografia faz votos de um bom ano letivo e congratula todos os esforços em prole da disciplina de Geografia e, em particular, do ensino da Geografia dentro e fora da sala de aula.

Eis alguns materiais essenciais para o ensino da nossa disciplina


 

Não deixe de consultar o moodle da APROFGEO, nomeadamente, na categoria de Material Didático. http://www.cfpor.pt/moodle30/course/index.php?categoryid=2

Para os não sócios e só até final de Setembro (depois ficará disponível só para sócios) também pode encontrar material diverso sobre as Apredizagens Essenciais http://www.cfpor.pt/moodle30/course/index.php?categoryid=5

 

Parecer sobre a Prova de Exame Nacional da disciplina de Geografia A – 1ª Fase

A prova de Geografia A realizada no passado dia 21 de julho de 2018, tem conteúdos relacionados com o estudo de Geografia de Portugal, conforme programa homologado pelo Ministério da Educação, pelo que merecem a nossa apreciação positiva.

Para a elaboração deste documento contámos com a colaboração e olhar atento dos professores de Geografia, classificadores e associados que nos fazem chegar as respetivas apreciações.

A prova, embora globalmente acessível, apresenta alguns itens de seleção (escolha múltipla) e construção (resposta aberta), que exigem elevada concentração na interpretação do enunciado e das respetivas opções de resposta, no caso particular dos itens da primeira tipologia, e de um uso proficiente da língua portuguesa (o que merece a nossa concordância). Considera-se, ainda, que a prova não coloca problemas de correção científica, é representativa dos conteúdos constantes dos documentos orientadores da disciplina. Por sua vez,  os critérios de classificação colocam alguns problemas  de interpretação aos professores classificadores, como mais adiante se especificará.

Informação prova

O documento  Informação prova divulgado era vago e omisso nalguns aspetos inerentes à Caracterização da Prova – observa-se, a este prepósito, a ausência de uma referência em relação à estrutura da prova, à inclusão de novas tipologias de itens e à cotação (pontos) respetiva a atribuir. Com efeito, considera-se que esta deveria ter alertados os intervenientes para eventuais alterações face às edições anteriores e/ou que tivesse havido divulgação de uma segunda Informação prova alertando, para as mudanças registadas em relação à estrutura, à tipologia e ao valor dos itens (quer de seleção quer de construção).

O facto de ser um exame Nacional, não pode e não deve inibir a tutela de enunciar as alterações formais nas provas. Os exames devem ser inéditos na formulação de itens de exploração dos conteúdos programáticos, mas não no que diz respeito à estrutura de distribuição dos itens e ao peso (cotação) associado a cada tipologia.

Itens

A redação dos itens da prova apresenta um grau de dificuldade mais acessível do que nas provas do ano letivo anterior, pela linguagem técnica/vocabulário adequada e de fácil entendimento para a generalidade dos alunos.

A seleção dos temas é equilibrada entre o 10º e 11º anos, integra uma amostra significativa do Programa, pois quer a escolha de alguns dos conteúdos específicos a testar quer a formulação de vários itens, constituem uma amostra significativa de objetivos e temas do mesmo, abrangendo não só Portugal continental como também Regiões Autónomas. Considera-se assim que os conteúdos abordados, revestidos de atualidade e pertinência e que carecem de reflexão pela sociedade em geral (incêndios florestais, gentrificação, plataformas digitais, entre outros), foram repartidos de forma similar entre os dois anos de escolaridade.

Congratula-se a existência de itens que implicam a mobilização de competências nas áreas do raciocínio e do pensamento crítico, em detrimento de itens que sobrevalorizem a memorização, a par da articulação efetuada entre conteúdos dos diferentes temas dentro dos grupos de itens, pois a Geografia é uma ciência de interrelação, multiescalar e não focada em conteúdos estanques e, ainda, o estímulo a práticas pedagógicas centradas na resolução de problemas.

Saúda-se a inclusão, através de exemplos, do estudo de caso, que faz parte do Programa de Geografia A. Contudo, é de registar que os dois itens que implicavam uma resposta relativamente extensa (7. e 14.) encontram-se centrados na perspetiva da figura do autarca. Considera-se uma redundância a insistência nessa perspetiva, quando haveria outras possíveis, como por exemplo, a  de um técnico de planeamento, de um geógrafo, entre outros.

Peças gráficas e cartográficas

As peças gráficas e cartográficas introdutórias são, na generalidade, diversificadas e de boa qualidade gráfica, assentam em fontes documentais credíveis propiciando a aplicação das destrezas gráficas e cartográficas exigíveis a alunos de Geografia do 11º ano de escolaridade.

Tempo disponível para a realização da prova

O tempo disponível para a sua resolução é suficiente, pese embora uma divulgação prévia da alteração de estrutura da prova pudesse, eventualmente, ser favorável a alunos que apresentam dificuldades em termos de gestão de tempo.

 

Critérios de Classificação (CC)

O documento Critérios de Classificação  carece de mais cuidado em futuras edições desta prova e merecem o nosso desacordo em alguns aspetos:

Cotação/Valoração

  1. Na página 2 pode ler-se “Nos itens de resposta curta,  são atribuídas pontuações às respostas total ou parcialmente corretas, de acordo com os critérios específicos.” (1ª Fase). Considera-se que a redação desta orientação gerou a expetativa nos professores classificadores e examinados de que nos itens de resposta curta também havia níveis de desempenho e, consequentemente, respetiva valoração de respostas parcialmente corretas e/ou incompletas, quando, segundo os CC, apenas foi atribuída a cotação de 6 pontos e não estão contemplados os parcialmente corretos.
  2. Em futuras edições desta prova de exame, recomenda-se que seja clarificado à priori o que se entende por resposta curta e restrita bem como a cotação a atribuir em função do tipo de resposta que é suposto o aluno produzir. Em alternativa, pode ser registado,  por exemplo, quando nos itens de resposta curta e restrita são exigidos dois ou mais elementos/aspetos, estejam contemplados níveis desempenho e atribuída valoração respetiva.

Estas sugestões teriam evitado todo o ruído que ocorreu em torno da sugestão de atribuição de uma classificação intermédia, na correção dos itens 6., 8.1 e 15.1.

Critérios específicos de e correção

Em relação aos critérios específicos de correção apresentados, reforça-se que os dois itens de resposta extensa (7. e 14.) estão centradas na perspetiva de um indivíduo/entidade em particular, sendo questionável a obrigação do aluno saber as competências/atribuições do autarca. De igual modo, alguns dos tópicos de resposta contemplados são de grau de abrangência e/ou de ambiguidade muito diversa ou, inclusivamente, não integram competência das autarquias, como, por exemplo, no item 7. a “exploração de rochas ornamentais” e a “criação de serviços de carsharing”  opções estas resultantes  de iniciativas privadas e individuais e não das autarquias.

 

O processo de supervisão

De acordo com as informações e contributos que nos foram encaminhados o atual processo de supervisão, correção e classificação das provas de exame, carece de alguma reflexão, pelo facto de:

–          Todos os professores corretores/classificadores poderem opinar sobre as dúvidas dos seus pares, o que introduz imenso ruído e constitui perda de tempo;

–          O acesso e a visualização de dúvidas que outros corretores já colocaram é ineficiente e morosa, o que contribuirá para que alguns corretores/classificadores coloquem dúvidas que já foram apresentadas por outros;

–          Os esclarecimentos do IAVE não terem coberto todas as dúvidas levantadas e os supervisores, ficando, portanto, os corretores/classificadores sem saber se essa opinião tem ou não carácter vinculativo.

 

A disciplina de Geografia A é a quinta no ranking de número de alunos (23474) que  efetuaram a prova de exame nacional, a seguir ao Português, a Matemática A, a Física e Química A e a Biologia e Geologia. Congratula-se todos os intervenientes pelos resultados obtidos, com uma média de 11,6 valores e moda de 11 valores e, ainda, pela diminuição da taxa de reprovação para os alunos internos.

A prova correspondeu assim, em nosso entender, às expectativas da maioria dos alunos -e dos respetivos professores- que se envolveram, ao longo do ano letivo, nas situações de ensino e de aprendizagem da Geografia proporcionadas pelo programa.

 

É de salientar, ainda, que se torna fundamental rever a listagem de noções básicas/conceitos existente no programa de Geografia A, que, em nosso entender, além de excessiva, está desatualizada, no que se refere às políticas europeias, nomeadamente as medidas relativas aos diferentes programas operacionais que se foram sucedendo desde que programa de Geografia A foi homologado.

Lisboa, 18 de julho de 2018

A Presidente da Direção

(Emília Sande Lemos)