Sustentabilidade do Planeta#Programa Fronteiras XXI (RTP 3)

Os alunos do 12ºF, a convite da Associação de Professores de Geografia, e no âmbito da disciplina de Geografia C, participaram no programa Fronteiras XXI, na RTP 3, transmitido no dia 18 de setembro, sobre a Sustentabilidade do Planeta  – disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ru_qvAoFzDw 

A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas a sorrir, pessoas em péA imagem pode conter: 14 pessoas, pessoas a sorrir, pessoas em pé e interiores
  Perguntas dos alunos debatidas ao longo do programa:
  • Será possível reverter as alterações climáticas até 2050 alterando os nossos hábitos de consumo e alimentares? (diminuição do consumo, consumo de produtos locais e menos carne, reutilizando e reciclando mais, criando uma economia circular)
  • A implementação de uma economia circular não poderia ser uma solução para diminuir a pegada ecológica do consumo? Nesse sentido não deveríamos tomar medidas mais exigentes que obriguem as pessoas e as empresas a separar os lixos e a criar uma economia circular?
  • Uma medida para tornar Portugal mais sustentável não deveria passar por incentivar empresas que utilizem tecnologias não poluentes a fixarem-se no interior e nas regiões menos desenvolvidas do nosso país?
  • Para haver sustentabilidade tem de haver uma ação individual, das empresas e das políticas. Nesse sentido a transferência de tecnologias e a deslocalização das empresas para os países desenvolvidos são um problema, como mitigá-lo? (Quando se fazem estas transferências está-se a deslocalizar poluição, a diminuir a pegada ecológica nuns países e a acrescentar noutros)
  • A diminuição do consumo de produtos importados e o aumento do consumo de produtos locais seria uma medida que diminuiria a pegada ecológica e contribuiria para a sustentabilidade do planeta. Contudo isto poria em causa o comércio mundial e teria um impacto negativo a nível social e económico (menos emprego, por exemplo), e provavelmente afetaria mais os países em desenvolvimento. Como se podem mitigar estes impactos?
Para informações adicionais sobre os temas debatidos no programa consulte
https://fronteirasxxi.pt/infografiaestadodoplaneta/

X Seminário Nacional de Professores de Geografia

25 horas de formação continua e específica dos professores dos grupos 420, 520, 230 e 200.
Temos preços especais para os sócios da Associação de Professores de Geografia, Associação Insular de Geografia, Associação Portuguesa de Geógrafos e outras associações. A estes acresce um desconto até 30 de setembro.

Ficha de Inscrição online disponível em
https://forms.gle/VHi9c1zD21i7ci7y9
Alojamento recomendado: Hotel Vila Galé madeira.reservas@vilagale.com

01 de novembro

09:00 Receção dos participantes

09:30 Sessão de Abertura

Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional*

Rui Freitas, Diretor da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz

Filipe Sousa, Presidente da Câmara de Santa Cruz

Ana Cristina Câmara, Presidente APROFGEO

Arlindo Aguiar, Comissão Organizadora Local

10:15 Conferência de Abertura

Susana Prada, Secretária Regional do Ambiente e Recursos Naturais*

[Tema: Hidrogeologia de regiões vulcânicas, gestão de recursos hídricos e educação ambiental]

11:45 Painel 1# Insularidade: obstáculo ou potencialidade?

[Tema: vantagens, desvantagens e potencialidades da insularidade]

Alberto João Jardim, Ex-Presidente do Governo Regional da RAM

[Potencialidades e riscos da Insularidade]

Raquel Brazão, Geógrafa

[Políticas e Estratégias de Planeamento em Território Insular]

Empresa de Eletricidade da Madeira*

[Potencialidades e sustentabilidade energética da RAM]

14:30 Painel 2# Poder local e ordenamento do território

[Tema: poder local + revisão do PDM da CMSC]

José Paradela, PDM de Santa Cruz

[Revisão do PDM de Santa Cruz]

Paulo Alves, Presidente da JF de Santa Cruz

[Santa Cruz: Governar do Mar à Serra]

Vitor Hugo, CMSC designer

[Marca Santa Cruz enquanto estratégia de desenvolvimento local]

16:00 Visita de Estudo #1 Calcorreando Santa Cruz

Emanuel Gaspar, Historiador da Casa da Cultura de Santa Cruz

[Património construído de Santa Cruz]

18:30 Madeira d’honra

 

02 de novembro

09:00 Visita de Estudo #2

Grupo #1 Santana I Arco de São Jorge I caminhada na Levada do Pico das Pedras até às Queimadas

Grupo #2 Caminhada na Ponta de São Lourenço (até ao Cais do Sardinha) I Machico 600 anos de povoamento

Grupo #3 Parque Ecologico do Funchal I Pico do Areeiro I Câmara de Lobos I Curral das Freiras

Grupo #4 Ribeiro Frio I Vereda dos Balcãs I Pico do Areeiro I Santo da Serra I Santa Cruz

20:30 Jantar de degustação Madeirense

[definir local]

 

 

03 de novembro

09:00 Painel 3# Riscos e vulnerabilidades

[Tema: riscos naturais, ambientais  e tecnológicos]

Cláudia Monteiro de Aguiar, Eurodeputada

[Políticas do Mar]

Rosa Pires, Bióloga

[Lobo Marinho e desertas]

Victor Prior, Observatório do IPMA*

[Vulnerabilidade climáticas da RAM]

Diogo Neves, Secretaria Regional de Educação

[Projeto de Educação, Segurança e Prevenção de Riscos]

Duarte Silva, Professor de Geografia, EBS Santa Cruz

[Aplicabilidade escolar do Projeto Educação Segurança e Prevenção de Riscos]

 

 

12:00 Conferência de Encerramento

Maria José Roxo, Geógrafa – Faculdade de Ciências Socias e Humanas – Nova de Lisboa

[Comissão UNESCO Alterações climáticas]

13:00 Sessão de Encerramento

Élia Ascensão, Vereadora da Educação da Câmara de Santa Cruz

Ana Cristina Câmara, Presidente APROFGEO

 

 

Inquérito #selfie#geografia#2018/19


Caro(a) colega de Geografia,

A Associação de Professores de Geografia, após a publicação do decreto-lei n.º 55/2018 (de 6 de julho) e a implementação dos projetos das Aprendizagens Essenciais da Geografia emanadas pela tutela, tem manifestado preocupação sobre a sua execução nas escolas, nomeadamente, na avaliação do ensino e da aprendizagem, na distribuição da carga horária semanal da disciplina de Geografia e na lecionação da Cidadania e Desenvolvimento fora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas.

A elaboração de pareceres e a (re)afirmação da nossa posição quanto ao teor do decreto-lei n.º 55/2018, a redação de cartas conjuntas com a Associação de Professores de História e com a Associação Portuguesa de Geógrafos, a audiência com o Secretário de Estado da Educação e o
lançamento da petição POR UMA VALORIZAÇÃO DA GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO PARA O
ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO, testemunham a nossa preocupação quanto aos desafios que a Geografia e o ensino desta enfrentam na sociedade portuguesa.

Para continuarmos a lutar pela valorização da Geografia na educação e (re)afirmarmos as competências dos professores de Geografia para a exploração dos conteúdos da disciplina de Educação para a Cidadania e Desenvolvimento, precisamos de conhecer o estado da arte da disciplina de Geografia e de Cidadania e Desenvolvimento nas escolas. Para o efeito solicita-se a sua colaboração na resposta ao inquérito #selfie#geografia#2018/19 (aproximadamente 5 minutos).

Agradece-se, desde já, o tempo de disponibilizado para o preenchimento deste inquérito  – disponível em https://forms.gle/6fFc5kzfuky7C2aH6.

Agradece-se, ainda, a divulgação do mesmo junto de todos os professores de Geografia que conhece.

Geoprivacidade, pegada digital e vida online…

Uma excelente reflexão, da autoria do Professor Pedro Cortesão Casimiro (FCSH-NOVA), sobre as questões da geoprivacidade, da pegada digital e da vida online face à banalização e generalização do uso dos smartphones

A Associação de Professores de Geografia agradece por nos ter escolhido para publicar este e-book

Disponível para Download

Geoprivacidade

3º ciclo – Tempos letivos GEOGRAFIA/HISTÓRIA

UMA LUTA DE HÁ MUITOS ANOS

Infelizmente têm-nos chegado notícias de escolas que, não têm feito uma distribuição equitativa de tempos letivos entre a Geografia e a História, no 3º ciclo.  Isto contraria o que as duas Associações acordaram quando afirmaram, em carta dirigida ao Secretário de Estado da Educação e que pode ser lida na íntegra na página da Associação, de que a distribuição deveria ser EQUITATIVA.

As eventuais horas que a Associação de Professores de História pede, devem ser retiradas do crédito horário, e não à custa das horas da Geografia, tanto mais que a Geografia é a 5ª disciplina com mais alunos a exame no Ensino Secundário (mais do que a História A e B juntas) e há que prepará-los bem no ensino básico.

Num ano em que o País elege como sua prioridade o TERRITÓRIO e a cidadania territorial, que desculpa dá o Conselho Pedagógico para retirar horas à Geografia? Não se preocupam com o desordenamento? Com a falta de cultura geográfica que, de alguma forma, torna menos atentos os jovens e os cidadãos para as questões relacionadas com os incêndios? O grupo de Geografia deve pedir explicações muito concretos ao Conselho Pedagógico, pois parece-me que está a incorrer num erro grave e que compromete o futuro de todos nós, em termos de sustentabilidade e alterações climáticas, questões que a Geografia sempre foi pioneira a lecionar!

Infelizmente esta é uma luta de há muitos anos e sentimos muito que haja alguns colegas de História que não se importam de prejudicar os colegas de Geografia com mais turmas e mais trabalho, quando as aprendizagens essenciais, são iguais para todos, não justificam mais horas. Já agora o grupo de Geografia devia exigir lecionar o 6º ano de História e Geografia de Portugal, já que a maior parte deste diz respeito ao Portugal HOJE.

A História de uma Luta ….. (Re)afirmar a posição da APG face ao DL 55/2018

Cara(o) Colega,

A Geografia desenvolve-se ao longo da escolaridade obrigatória através da aprendizagem de conceitos, procedimentos e atitudes, no sentido do desenvolvimento de competências que permitam às crianças e aos jovens uma consciência de pertença a um território, a par da promoção de uma cidadania ativa e de uma cultura para o ambiente e desenvolvimento sustentável, para a cooperação e a interculturalidade, que lhes permita intervir criticamente no ordenamento do território e ter um olhar atento no que diz respeito ao bem-estar dos povos e das nações.

Após a publicação do decreto-lei n.º 55/2018, de 6 de julho, reafirmamos a posição da Associação de Professores de Geografia nesta fase de reflexão e organização do próximo ano letivo.

  • As Aprendizagens Essenciais (AE) constituem orientação curricular de base, para efeitos de planificação, realização e avaliação do ensino e da aprendizagem, em cada ano de escolaridade (artigo 17.º).
  • A distribuição da carga horária semanal da disciplina de Geografia não pode ser inferior a 8 tempos (sejam eles de 45 ou 50 minutos) no conjunto dos três anos do 3º ciclo do ensino básico, para dar cumprimento às AE emanadas pela tutela.

As AE da disciplina de Geografia e as competências dos alunos a desenvolver ao longo da escolaridade obrigatória (ver PASEO) só podem ser concretizadas dignamente, de acordo com os princípios da didática específica da disciplina, com o número de tempos necessários para dar cumprimento ao desenvolvimento das competências específicas da disciplina, e limitando o número de turmas a atribuir a cada professor para um desempenho digno da profissão.

  • Reafirmamos a nossa objeção, tal como já fizemos no ano anterior, a que a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento possa ser lecionada por outros docentes fora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, contrariando a matriz definida pelo próprio Ministério da Educação para o 3.º ciclo (Anexo III do referido decreto). No contexto deste decreto, caso tal não aconteça, os minutos da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento devem ser elencados ao crédito de minutos de cada escola e não retirados às Ciências Sociais.

Assim sendo, consideramos que a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento deve ser lecionada por docentes de Geografia, uma vez que estes têm uma visão de charneira entre as Ciências Naturais e as Ciências Sociais e por se encontrarem preparados para trabalhar as temáticas relacionadas com o futuro do nosso planeta, em termos sociais e ambientais, procurando soluções que contribuam para um desenvolvimento sustentável, inclusivo e para uma cidadania ativa, tal como se encontra previsto na Estratégia Nacional para a Educação da Cidadania e Desenvolvimento.

  1. A gestão do currículo, a planificação e a prática letiva da disciplina de História e Geografia de Portugal (HGP), do 2.º ciclo do ensino básico, deve ser concretizada de forma conjunta, com professores das duas áreas do saber (Geografia e História), minimizando desta forma situações de formação deficitária do conhecimento geográfico de Portugal, do seu território, dos seus recursos naturais e humanos e suas inter-relações; assegurando a importância da matriz territorial como componente fundamental do currículo nacional do 2.º ciclo.

A identidade e a cultura alicerçam-se na diversidade da matriz territorial, quer esta seja natural, social, económica ou tecnológica. Um povo que não conheça e não estime o seu território, que é parte integrante da sua cultura e vida quotidiana, terá grande dificuldade em entender a importância da sua gestão planeada e ordenada e de nele intervir de forma cidadã.

 

A Educação Geográfica deve ser uma componente fundamental do currículo nacional. A Geografia é a ciência e a disciplina que se distingue e caracteriza pelo pensamento espacial, que pode ser definido como o conjunto de competências que compreende o conhecimento dos conceitos relacionados com o território, a utilização de ferramentas de representação dos fenómenos geográficos e o conjunto de processos explicativos das suas interações, numa visão multiescalar, alicerçada em destrezas de investigação e de resolução de problemas.

Num espaço geográfico que cada vez mais se contrai, em que fenómenos ambientais, populacionais, sociais, culturais, entre outros, têm causas e consequências multifacetadas que ultrapassam as fronteiras, é fundamental desenvolver uma educação geográfica que problematiza, questiona e procura equacionar cenários e inventariar soluções para as complexas situações que ocorrem no Mundo, desde as catástrofes naturais aos contrastes no desenvolvimento, passando pelas alterações climáticas, as migrações, o envelhecimento demográfico, a composição multipolar do sistema-Mundo, só para citar alguns dos temas constantes dos programas da disciplina de Geografia.

O ritmo de desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) aplicadas ao território tem contribuído para transformar o acesso à informação geográfica e divulgar os procedimentos do pensamento espacial. A utilização das ferramentas Tecnologias de Informação Geográfica (TIG) é fundamental para a aprendizagem dos padrões de distribuição de diferentes fenómenos naturais e humanos. A disciplina de Geografia tem sido responsável pela introdução destes procedimentos no ensino, que são cada vez mais imprescindíveis ao cidadão comum, pelo que o estudo da Terra e das suas formas de representação abrem horizontes para as inovações acima referidas.

Temáticas das Aprendizagem Essenciais de Geografia como, Globalização, alterações climáticas, sismos, inundações e tempestades, migrações, disparidades e conflitos sobre os recursos, entre outros, moldam muito dos aspetos das nossas vidas e das sociedades no planeta Terra. Lidar com estes temas complexos, exige um saber científico ancorado em competências-chave, tais como a capacidade de delinear estratégias de as aplicar e de as avaliar, a resiliência face às dificuldades de resolução de problemas no imediato, tendo sempre presentes valores humanistas de compreensão de si e dos outros e da importância de uma postura de cidadania ativa, que se vão alicerçando, numa aprendizagem quotidiana e ao longo da nossa vida, através de ações tão simples, como, por exemplo, sensibilizar a comunidade educativa para a necessidade de cuidarmos corretamente do nosso território.

 

18 de julho de 2018

A Direção da APG

 

A HISTÓRIA DE UMA LUTA …. Posição conjunta relativa ao despacho 5908/2017, das Associações de Professores de Geografia e de História

Após a publicação do despacho nº 5908/2017, ambas as associações elaboraram uma carta conjunta dirigida ao Sr. Secretário de Estado da Educação João Miguel Marques da Costa, expondo algumas dúvidas e reflexões. Na sequência desta fomos recebidos pelo Sr. Secretário de Estado.

Nessa carta começávamos por saudar a promoção da autonomia necessária para que as escolas possam vir a enquadrar as aprendizagens numa perspetiva multidimensional, de forma a preparar os jovens para os desafios que se lhes colocam, tal como vem enunciado no Perfil do Aluno para o Século XXI.

Abraçámos este projeto visto termos considerado que o mesmo fazia todo o sentido numa escola que se pretende inclusiva, criativa e adaptada às novas realidades sociais, económicas e culturais. Colocámos todo o nosso empenho na elaboração das aprendizagens essenciais (AE), exortámos os nossos associados a participarem no processo, tendo tido em linha de conta as suas contribuições. Posteriormente, as AE foram sendo reelaboradas e revistas num processo interativo com a DGE. Concordámos, desde o início, com a sua elaboração, visto que considerávamos que os documentos curriculares existentes se encontravam ultrapassados e pouco adaptados à realidade escolar atual.  Assim, concordamos com o disposto no Artigo 2º, alínea c), onde as AE de cada área disciplinar e disciplina constituem as orientações curriculares de base na planificação, realização e avaliação do ensino e da aprendizagem.

Saudamos também o Artigo 5º, muito preciso relativamente à utilidade das matrizes anexas ao despacho. Nessas matrizes pode-se ler claramente que, no 3º ciclo, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento pertence à área das Ciências Sociais e Humanas, sendo aquela, obrigatoriamente, coordenada/lecionada pelas disciplinas de História e de Geografia. Estas disciplinas são as que se encontram mais bem colocadas para estabelecerem pontes entre as aprendizagens de Cidadania e Desenvolvimento e todas as restantes disciplinas, abrindo-se assim espaço para, ao abrigo da flexibilização curricular, haver momentos em que estejam presentes professores coadjuvantes de outras áreas, privilegiando-se assim o trabalho de projeto na disciplina em causa.

Na reunião acima mencionada, o Sr. Secretário de Estado referiu que esta nova disciplina deveria, de facto, ser prioritariamente lecionada por professores de História ou Geografia. Afirmou ainda que esta disciplina teria, apenas, 25 minutos semanais de lecionação, não retirando assim qualquer tempo letivo à Geografia e à História, mantendo-se na realidade a mesma carga horária semanal disciplina de HGP.

Face ao exposto consideramos que não existe qualquer razão para a diminuição da carga horária semanal e consequentemente dos tempos letivos das disciplinas mencionadas anteriormente. Neste sentido recomendamos:

– 2º Ciclo – 3 tempos letivos cada, para o 5º e 6º Ano;

– 3º ciclo – 6 tempos letivos cada para o 7º Ano, a dividir equitativamente pela Geografia e pela História; 5 tempos letivos cada para o 8º e 5 tempos letivos cada para o 9º Ano, a distribuir também de forma equitativa, pelas duas disciplinas, nos dois anos (3+2 ou 2+3).

Reafirmamos o nosso pleno acordo relativamente às metodologias e possibilidades de desenvolvimento de trabalho interdisciplinar explanados no despacho. As duas associações que representam os professores de História e de Geografia encontram-se, no momento, a trabalhar na elaboração de propostas de projetos interdisciplinares, de acordo com o explanado no artigo 13º. Neste sentido juntamos três propostas de projetos interdisciplinares passiveis de ser aplicados ao longo de toda a escolaridade obrigatória.

Agradecemos a todas os colegas que se encontram em escolas com flexibilização curricular que nos façam chegar a planificação das AE quer ao nível da disciplina quer nos projetos de interdisciplinares.

Atenciosamente,

Os presidentes e vice-presidentes da APG e da APH,

Emília Sande Lemos

Miguel Monteiro de Barros

Ana Cristina Câmara

Marta Frade Torres

 

 

Nota: A APH e a APG pediram entretanto ao Sr. Secretário de Estado, João Miguel Marques da Costa, e na sequência da audiência que nos concedeu dia 17 de julho, onde nos foi confirmado que o tempo máximo semanal estipulado para a lecionação da nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento é de vinte e cinco minutos, que se proceda a uma retificação do despacho 5908/2017, colocando-se aí, de forma explícita, essa informação, de forma a não dar origem a interpretações menos corretas por parte das escolas, nomeadamente retirando tempos de lecionação à disciplina de HGP ou de História.

[1] A principal diferença que se verifica na matriz do Despacho n.º 5908/2017 é a transferência, para o 7º Ano, dos 250 minutos de lecionação anteriormente previstos para o 9º Ano.